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MACRO-TENDÊNCIAS CRIATIVAS PARA 2017

Anualmente, o Shutterstock lança um excelente relatório de macro-tendências criativas, que foram emergentes no ano passado e nesse ano estarão presentes de forma ainda mais consistente em diversos meios e canais, influenciando a fotografia, o design, artes, redes sociais e marcas. Você pode acompanhar na íntegra o artigo aqui.

Nós não poderíamos deixar de dar as nossas impressões, principalmente selecionando tendências que possuem uma aplicação mais adequada para o Brasil. Nosso objetivo é destacar, contextualizar e justificar as linhas criativas que já estavam aí em 2016, mas agora expostas e mapeadas para uma utilização mais efetiva para o grande público. Veja agora os nossos destaques:

Fonte: Shutterstock

 

Tendências diferentes, mas que seguem um fio condutor único de trazer o fator humano para dentro do contexto da tecnologia. O conteúdo gerado de forma orgânica por cada indivíduo dentro do meio digital e espalhado diversas vezes, trazendo o benefício da construção colaborativa, além da aceitação cada vez maior da imperfeição. Afinal, somos humanos.

A presença na manifestação de sentimentos e retóricas visuais trazem um aumento significativo da comunicação por meios não escritos, mas expressados no estilo, texturas, tipografia, comunicação iconográfica (destaque emergente para os Emojis), filtros que otimizam ou produzem imperfeições intencionais (como o Glitch, por exemplo) são alguns dos símbolos mais evidentes dessa necessidade em comunicar ou provocar um sentimento ou estado de humor.

Fonte: Shutterstock

Em 2014, presenciamos o último grande ano para a tendência Flat de comunicação, enquanto 2015 teve como resposta a quebra visual das duas dimensões para o Material Design. Dada a complexidade de execução e possibilidades do material, além do que havia sido assimilado no flat, em 2016 consolidou-se o Flat 2.0, que trazia uma limpeza visual, mas trazendo camadas. Já nesse ano, o que veremos é muita aplicação de texturas, padronagens e composições irregulares, orgânicas e vivas.

Padronagem branca com relevo
Texturas orgânicas
Emoji Art
Neo-tropical
Cores fortes
Isometria Orgânica
Halftone

Em diversos meios, o que veremos serão muitos fundos com fotografias, padronagens orgânicas,  halftones, composições nostálgicas, muito uso de degradê e o uso inteligente das transições de claro e escuro, seja por contraste ou trazendo perturbação visual. Até mesmo quando usado as cores escuras ou claras, trarão consigo particularidades de texturas.

Uma questão importante relativa aos Emojis, aqueles ícones gráficos universalmente interpretado por diferentes dispositivos, geralmente utilizados para enfatizar e complementar uma comunicação, é que o seu uso mudou. Até o ano passado víamos muitas marcas e propagandas arriscando-se em criar peças onde toda a comunicação era feita apenas por meio de desenhos. Agora, os Emojis voltam a uma função mais básica de enfatização complementar a uma mensagem.

A questão humana na comunicação visual se torna presente em tempos onde saúde mental é um comodity cada vez mais valioso. Como recurso para despertar emoções dentro da comunicação visual, veremos muita presença de elementos nostálgicos com novas interpretações e significados.

Entretanto, a antiga regra dos 20 anos já deixou de ser 20 anos, e também deixou de ser 15 anos, pois as gerações estão cada vez mais abrangentes no conjunto de memórias e referências. Ainda vale cavocar no retro do final dos anos 80, assim como nos 90, cheio de experimentação e psicodelia das cores em contraste e o grunge presentes nos anos 90.

Experimentação das cores
Composições complexas de luzes e sombras
Anáglifo
New Grunge
Glitch Art
Glitch Art e Anáglifo

Tendências visuais para Mídias Sociais

Um desafio para as marcas dentro do meio digital é apresentar-se relevante sem trazer transtornos para a experiência de usabilidade. Cada vez veremos menos propagandas com cara de propaganda, marcas forçando a mão na sua identidade visual e institucional. Menos texto em imagens, menos elementos de identidade visual, menos “marca”. Comunicar-se de maneira informal em diversos formatos de mídia é a premissa básica para 2017.

Com a produção coletiva dando voz a todos os usuários, aliados às facilidades da produção de boas imagens nos dipostitivos móveis trouxeram uma impressionante democratização nas redes sociais. E o que torna uma imagem especial é a forma como um detalhe ou uma paisagem comum ganha uma nova vida graças à forma como ela é captada e transmitida.

Alinhado a contemplação aos pequenos detalhes, com a resinificação de acontecimentos urbanos ou da natureza, sempre com a utilização inteligente de filtros que estão muito mais compromissados a complementar a mensagem da comunicação que simplesmente trazer destaque visual, a nova forma de produzir conteúdo em redes sociais camufla-se de conteúdo orgânico, buscando destaque pela sua real qualidade e relevância.